terça-feira, 24 de março de 2009

EQUIPE

  • BRENNO DE MELO N°:03
  • TITO FALCÃO
  • LARA
  • MARIA DE FÁTIMA

INTRODUÇÃO


O Greenpeace é uma organização não-governamental com sede em Amsterdã (Holanda do Norte, Países Baixos) e escritórios espalhados por quarenta e um países.
Atua internacionalmente em questões relacionadas à preservação do
meio ambiente e desenvolvimento sustentável, com campanhas dedicadas às áreas de florestas (Amazônia no Brasil), clima, nuclear, oceanos, engenharia genética, substâncias tóxicas, transgênicos e energia renovável.
A organização, criada em
1971 no Canadá por imigrantes americanos, é financiada com dinheiro de pessoas físicas apenas, não aceitando recursos de governos ou empresas. Tem atualmente cerca de três milhões de colaboradores em todo o mundo - quarenta mil no Brasil - que doam quantias mensais que variam de acordo com o país. Recebe ainda doações de equipamentos e outros bens materiais, usados geralmente nas campanhas e ações do grupo.
O Greenpeace busca sensibilizar a opinião pública através de atos, publicidades e outros meios. A atuação do Greenpeace é baseada nos pilares filosóficos-morais da
desobediência civil e tem como princípio básico o testemunho presencial e a ação direta.
Entre os primeiros ativistas que ajudaram a fundar a organização na década de
1970 havia pessoas com estilo de vida hippie e membros de comunidades quakers americanas, que migraram para o Canadá por não concordarem com a guerra do Vietnã. Os nomes mais destacados entre os fundadores da organização são Robert (Bob) Hunter (falecido em maio de 2005, foi membro do grupo por toda sua vida), Paul Watson (que saiu em 1977 por divergências com a direção do grupo, fundando no mesmo ano a Sea Shepherd Conservation Society, dedicada à proteção dos oceanos) e Patrick Moore (se desligou em 1986 e, em 1991, criou a empresa Greenspirit, que presta consultoria ambiental à indústria madeireira, nuclear e de biotecnologia).
As campanhas, protestos e ações do Greenpeace procuram atrair a atenção da mídia para assuntos urgentes e assim confrontar e constranger os que promovem agressões ao meio ambiente. Dessa forma o grupo conseguiu ao longo de sua história algumas importantes vitórias como o fim dos testes nucleares no
Alasca e no Oceano Pacífico, o fechamento de um centro de testes nucleares americano, a proibição da importação de pele de morsa pela União Europeia, a moratória à caça de baleias e a proteção da Antártida contra a mineração. No Brasil, o Greenpeace conseguiu vitórias principalmente na Amazônia, denunciando a extração ilegal de madeira da região.
Origem do Nome
O nome da organização veio do acaso: Na ocasião da viagem para impedir um teste nuclear americano em Amchitka foi vendido um buttom para ajudar a arrecadar fundos para a viagem, as palavras "green" e "peace" foram pensadas para expressar a idéia de pacifismo e defesa do meio ambiente, porém não cabiam num buttom e foi necessário juntá-las. Nascia o Greenpeace.

DESENVOLVIMENTO


"Um dia, a Terra vai adoecer. Os pássaros cairão do céu, os mares vão escurecer e os peixes aparecerão mortos na correnteza dos rios. Quando esse dia chegar, os índios perderão o seu espírito. Mas vão recuperá-lo para ensinar ao homem branco a reverência pela sagrada terra. Aí, então, todas as raças vão se unir sob o símbolo do arco-íris para terminar com a destruição. Será o tempo dos Guerreiros do Arco-Íris."(Profecia feita há mais de 200 anos por "Olhos de Fogo", uma velha índia Cree.)
Esta profecia embalou as longas noites dos fundadores do Greenpeace que navegavam para as Ilhas Aleutas, no Alasca, em 1971, na tentativa de impedir um teste nuclear dos Estados Unidos. A ação estimulou um imenso debate e ganhou o apoio da opinião pública contra os testes nucleares, que foram suspensos no mesmo ano. Nascia, assim, o Greenpeace. E a profecia daria nome ao primeiro navio da organização, o Rainbow Warrior, e acabaria por batizar os ativistas do Greenpeace - conhecidos em todo o mundo como "Os Guerreiros do Arco-Íris" O Greenpeace é uma organização global e independente que atua para defender o meio ambiente e promover a paz, inspirando as pessoas a mudarem atitudes e comportamentos. Investigando, expondo e confrontando crimes ambientais, desafiamos os tomadores de decisão a reverem suas posições e mudarem seus conceitos. Também defendemos soluções economicamente viáveis e socialmente justas, que ofereçam esperança para esta e para as futuras gerações. Por não aceitar doações de governos, empresas ou partidos políticos, o Greenpeace existe graças à contribuição de milhões de colaboradores em todo o mundo, que garantem nossa independência e o nosso compromisso exclusivo com os indivíduos e com a sociedade civil. Hoje, o Greenpeace está presente em mais de 40 países e conta com a colaboração de aproximadamente 3 milhões de pessoas.

O que fazer para salvar as florestas


O Brasil precisa adotar imediatamente um programa nacional de combate ao desmatamento na Amazônia, com apoio financeiro da comunidade internacional.
O programa criaria uma força-tarefa interministerial, com a participação de entidades representativas da sociedade civil e dos setores produtivos, para deter o avanço do desmatamento e reduzi-lo a zero.
Entre as medidas necessárias para impedir uma maior destruição da Amazônia, destacamos:
• A implementação dos compromissos nacionais e internacionais assumidos em 1992 durante a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB);• A destinação das áreas griladas na região amazônica (que, de acordo com dados das CPI da Grilagem chegam a 100 milhões de hectares, ou 20% da Amazônia Legal) para a criação de áreas de proteção como parques e reservas extrativistas de uso sustentável; • A implantação das unidades de conservação já aprovadas e que até hoje não saíram do papel; • Redirecionamento do programa nacional de reforma agrária para áreas já desmatadas; • Fortalecimento das instituições encarregadas da proteção ambiental como Ibama e secretarias estaduais de Meio Ambiente; • Adoção de mecanismos fiscais que punam a extração ilegal de madeira e beneficiem exclusivamente a produção de madeira através de manejo florestal sustentável e certificado pelo FSC. • Fortalecimento institucional e financeiro a projetos de manejo florestal comunitário; • Expansão dos programas governamentais de combate às queimadas; • Demarcação de todas as terras indígenas.
Conter a destruição das florestas se tornou uma prioridade mundial, e não apenas um problema brasileiro. Restam hoje, em todo o planeta, apenas 22% da cobertura florestal original. A Europa Ocidental já perdeu 99,7% de suas florestas primárias; a Ásia, 94%; África, 92%; Oceania, 78%; América do Norte, 66%; e América do Sul, 54%. No caso específico da Amazônia brasileira, o desmatamento que era de 1% até 1970 pulou para quase 15% em 1999 – em quase 30 anos, uma área equivalente à França foi desmatada na região. É hora de dar um basta nisso.

Desmatamento Zero



O governo federal anunciou na quinta-feira (dia 6) que o desmatamento na Amazônia brasileira caiu pelo terceiro ano consecutivo – desta vez para 11.224 km2 no período 31 de julho 2006 a 1o de agosto de 2007. Este número representa uma redução de 20% em relação à taxa de desmatamento do mesmo período do ano anterior. “A queda é expressiva porque mantém a tendência verificada nos dois anos anteriores”, afirma Paulo Adario, coordenador da campanha Amazônia do Greenpeace que está em Bali participando da Conferência da ONU sobre mudanças climáticas.“Mas não vai dar o gostinho que o governo brasileiro esperava ter na boca para falar grosso aqui em Bali. O governo sabe, assim como nós, que o desmatamento mensal voltou a aumentar desde maio, puxado pelo aumento nos preços agrícolas", revela Adario.Em agosto deste ano, quando confirmou os dados do desmatamento de 2005/2006, o Ministério do Meio Ambiente deixou claro que apostava num recorde histórico para o período seguinte. Falava em um desmatamento anual em torno de 9.600 km2, baseado em estimativas preliminares do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Mas o desmatamento real foi mais de 17% maior do que o estimado.Caso as expectativas do governo federal se confirmassem, teria nas mãos não apenas a menor taxa desde 1998, quando o Inpe começou a monitorar a derrubada das árvores na Amazônia, mas também um argumento forte para enfrentar, em Bali, a pressão para assumir compromissos concretos com metas de redução de emissões resultados do desmatamento.Confira aqui a proposta do Greenpeace para zerar o desmatamento em florestas tropicais de todo o mundo.A análise dos dados do Inpe revela que o Pará destruiu 5,569 km2 de florestas no período e se manteve, pelo segundo ano consecutivo, como o campeão do desmatamento. Sozinho, o estado governado por Ana Júlia Carepa foi responsável por 50% do desmatamento de toda a Amazônia brasileira no ano.Já o Mato Grosso de Blairo Maggi, o grande vilão da floresta e do clima até 2005, apresenta quedas espetaculares (de quase 12 mil km2 em 2004 para 2,4 mil km2 em 2007). Entre 2006 e 2007, a queda na taxa de desmatamento no Mato Grosso foi de 43%. Nesse período entrou em vigor a moratória no desmatamento para soja, principal grão plantado no estado. A moratória, resultado de uma forte campanha do Greenpeace, tende a ter influenciado esses números positivos para a floresta em 2006/2007. “Desmatar custa caro”, diz Adario, “e os fazendeiros da soja pensaram várias vezes antes de tomar a decisão de pôr a floresta abaixo, com medo de perder dinheiro nas futuras safras da soja”. A queda no desmatamento na Amazônia pelo terceiro ano consecutivo demonstra que maior governança, aliada a vetores econômicos favoráveis, atuam em benefício da floresta amazônica, e em conseqüência, do clima do planeta. “Em vez de bloquear soluções que levem a inclusão das florestas no mandato de Bali, o governo brasileiro deveria aproveitar a grande preocupação da opinião pública com as mudanças climáticas para aprofundar o programa de combate ao desmatamento, fortalecendo medidas estruturantes que permitam, num prazo de sete anos, no máximo, acabar com a destruição da Floresta Amazônica", diz Adario, lembrando que o Brasil está perdendo uma oportunidade histórica de liderar em Bali a busca por um acordo que permita à Convenção do Clima adotar medidas concretas para fortalecer a luta contra o desmatamento em países em desenvolvimento. "Principalmente nas florestas tropicais, que são responsáveis por cerca de um quinto das emissões globais de gases-estufa", diz o coordenador da campanha Amazônia do Greenpeace."Agora é a hora perfeita para derrotar o dragão do desmatamento. Para isso o governo deve adotar metas e mobilizar a sociedade a apoiá-lo nessa luta. Com metas claras e propostas construtivas, o Brasil teria a credibilidade necessária para levantar o recurso financeiros destinados a compensar os moradores da floresta pelos serviços ambientais que ela presta ao clima e ao meio ambiente.

Clima


A temperatura média da Terra gira em torno de 15º C. Isso ocorre porque existem naturalmente gases, como o dióxido de carbono, o metano e o vapor d’água em nossa atmosfera que formam uma camada que aprisiona parte do calor do Sol. Se não fossem esses gases, a Terra seria um ambiente gelado, com temperatura média de -17º C. Esse fenômeno é chamado de efeito estufa. Não fosse por ele, a vida na Terra não teria tamanha diversidade. Só que desde a revolução industrial, começamos a usar intensivamente o carbono estocado durante milhões de anos em forma de carvão mineral, petróleo e gás natural, para gerar energia, para as indústrias e para os veículos. As florestas, grandes depósitos de carbono, começaram a ser destruídas e queimadas cada vez mais rápido. Com isso, imensas quantidades de dióxido de carbono, metano e outros gases começaram a ser despejadas na atmosfera, tornando a camada que retém o calor mais espessa. Isso intensifica o efeito estufa. E nosso planeta, agora, já mostra sinais de febre. Por isso, o aquecimento do planeta é o maior desafio ambiental do século 21.Somente no último século, a temperatura da Terra aumentou em 0,7º C. Parece pouco, mas esse aquecimento já está alterando o clima em todo o planeta. As grandes massas de gelo começam a derreter, aumentando o nível médio do mar, ameaçando as ilhas oceânicas e as zonas costeiras. Furacões, tufões e ciclones ficam mais intensos e destrutivos. Temperaturas mínimas ficam mais altas, enxurradas e secas mais fortes e regiões com escassez de água, como o semi-árido, viram desertos. A vida na Terra fica ameaçada.Quando o aquecimento global foi detectado, alguns cientistas ainda acreditavam que o fenômeno poderia ser causado por eventos naturais, como a erupção de vulcões, aumento ou diminuição da atividade solar e movimento dos continentes. Porém, com o avanço da ciência, ficou provado que as atividades humanas são as principais responsáveis pelas mudanças climáticas que já vêm deixando vítimas por todo o planeta. Hoje não resta dúvida. O homem é o principal responsável por este problema. E é ele que precisa encontrar soluções urgentes para evitar grandes catástrofes.

Por que Defeder as baleias


Quando um arpão com 80 quilos de explosivos foi disparado pelo navio baleeiro soviético Vlastny, em 27 de junho de 1975, e atingiu em cheio uma cachalote que estava sendo perseguida no Oceano Pacífico, deu-se início a campanha do Greenpeace em defesa das baleias. Um grupo de nossos ativistas estava lá para registrar a carnificina, em pequenos botes infláveis que perseguiram os baleeiros soviéticos para registrar tudo e enviar as imagens para o mundo. Diversas TVs divulgaram e a indústria baleeira sofreu seu primeiro baque.Dez anos depois do confronto com os baleeiros soviéticos nas geladas águas do Pacífico, foi instituída em 1985 a moratória à caça comercial de baleias pela Comissão Internacional Baleeira (CIB). No entanto, alguns países não aderiram e continuam caçando até hoje - como Japão e Noruega. A Noruega contesta abertamente a moratória e caça comercialmente cerca de 500 baleias minke por ano, com a expectativa de aumentar sua quota anual para até 2 mil animais. A Islândia, por sua vez, retirou-se da CBI em junho de 1992. O Japão disfarçou sua caça comercial de 'pesquisa científica' para driblar a moratória. Na temporada 2007/2008, pretendia caçar 935 baleias no Oceano Antártico, mas seus baleeiros retornaram ao porto com um número bem menor: 551.Desde 1991 o Greenpeace atua com firmeza no Oceano Antártico para impedir a caça de baleias promovida por baleeiros japoneses. Por meio de ações diretas e registros fotográficos das irregularidades cometidas pelos baleeiros japoneses na Antártica, conseguimos novamente sensibilizar a opinião pública e conquistar muitos aliados para pressionar o Japão a interromper a caça - que eles alegam ser 'pesquisa científica'.Mas não é apenas em alto-mar que o Greenpeace luta para salvar as baleias. Em terra firme o grupo participa, como ouvinte, das reuniões da CIB e da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção (CITES), onde conseguiu incluir todas as espécies de baleias na lista de espécies ameaçadas. Além disso, foram criados dois santuários de baleias - um no Oceano Índico e outro na Antártica.O Greenpeace luta agora para aprovar, na CIB, a criação de um terceiro Santuário, do Atlântico Sul, que iria do Brasil à África do Sul. As espécies de baleia que existem em nosso planeta são muito vulneráveis e ainda vivem sob a ameaça dos mesmos interesses que levaram a sua exploração irracional no passado. Enquanto existirem países querendo ampliar a caça comercial, existirão ativistas do Greenpeace dispostos a impedi-los.